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Educação Sexual e Abstinência


  PRODUTO DO SEU MEIO AMBIENTE

        Especialistas e técnicos em saúde humana são pessoas isentas, imparciais, despreconceituosas e assépticas. Não se influenciam por modismos, diferenciam sempre o que é cultural do que é individual, o que é superstição do que é científico, o que se sabe do que se imagina. Tomam sempre as decisões corretas, sempre baseadas no conhecimento científico.
       Acredito que todos concordam com o pensamento acima. E os especialistas mais do que todos. Qualquer um sabe diferenciar um médico de um curandeiro e qualquer pessoa sabe perceber que há algo de errado se um médico tomar decisões do tipo “curandeiro” ou se um curandeiro “der uma de médico”. Há uma grande diferença entre um psicólogo e um pai de santo. Se um psicólogo realizar uma grande sessão de catarse, será clara a diferença de uma sessão de cura de umbanda.   

E embora todo bom conselho seja sempre bem vindo, será clara a diferença entre o aconselhamento psicológico e o conselho do leigo ou do espírita.

Não critico que qualquer pessoa prefira os conselhos ou os tratamentos de saude oferecidos por seus religiosos, cada um é livre para decidir. Porém aquele que procura um, espera que ele não haja como o outro.

 

Pensando objetivamente em saude: os profissionais desta área supostamente não seguem modismos, quer dizer, não se influenciam pelas propagandas, marketing, tendências culturais ou crenças de sua época. Tomam sempre a decisão cientificamente correta.Pelo menos é assim que se costuma pensar.

 

TRATAMENTOS ANTIGOS

       Há pouco tempo foram descobertos os antibióticos. A pílula anti-concepcional é descoberta muito recente. Os anestésicos que permitem manter o paciente sem dor e dormindo por várias horas são recentes. As técnicas cirúrgicas modernas permitem invadir áreas do corpo humano que eram inacessíveis em vivos. Trocar um coração, um rim, pâncreas ou córnea, são possibilidades tão recentes que nem parecem verdade. E o que dizer de trocar de sexo? Homens serem transformados biologicamente em mulheres e vice-versa está cada dia mais simples. Quem diria que uma mulher poderia “emprestar ou alugar” sua barriga para gerar o filho de outra, de um homem que nem teve contato com ela? E caminha-se para a possibilidade de gerar este filho sem o aluguel de barriga, gerar em laboratório. As discussões sobre ética para este caso são mais calorosas do que o desenvolvimento da tecnologia necessária.
      Reuni estes comentários sob o título de tratamentos antigos para que se possa pensar o que seriam os tratamentos em tempos anteriores. Quantos tratamentos destes acima seriam possíveis? E quantos tratamentos podemos imaginar que ainda serão descobertos? Em poucos anos, se o conhecimento científico mantiver este ritmo de desenvolvimento, olharemos para os tratamentos descritos acima e ficaremos perplexos com sua simplicidade.
        Não há dúvidas sobre o desenvolvimento e a complexidade dos tratamentos, técnicas e conhecimentos cientificos e particularmente sobre os da área da saude.
Espero que vai ficando mais claro ao leitor a idéia de que profissionais da saude sejam realmente isentos. Somos cientistas.

 

FORMADORES DE OPINIÕES

       Os formadores de opiniões estão espalhados em todos os lugares e em diversas categorias. Você sabe o que é um formador de opinião?  O mais comum deles é o fofoqueiro, aquele que conta as notícias que sabe sobre a vida de todos. E não importa se ele diz a verdade ou se mente e engana seus ouvintes. Ele forma em seus ouvintes uma opinião sobre aquilo que fala. Há pessoas que dizem que aquele que ouve um fofoqueiro comete um erro mais grave do que ele. Podemos entender que dar ouvidos, não só alimenta o “informante” como também cria uma opinião sobre a informação. Existem em nosso meio, máximas sobre isto. Dizem por exemplo, que uma mentira repetida várias vezes torna-se como uma verdade. E estas verdades assim obtidas passam a regular nossos comportamentos. Por isto dizemos que o fofoqueiro, independentemente de dizer verdade ou mentira, forma opinião. Todas as opinões regulam nosso comportamento. A decisão sobre o que é ético ou não, sobre o que é errado ou certo, o que é bom ou mal, em grande número de vezes, surge de valores sociais, culturais, ditados pelos órgãos ou pessoas ou instituições ou ciências, vigentes naquela determinada época em determinado local. Podem mudar com o tempo, mas sempre tem seu período de duração.

        As pessoas tiveram sua opinião formada (neste nosso assunto) através da divulgação repetida de idéias falsas.  Por exemplo, a idéia de que distribuir preservativos produz um dano menor à sociedade do que as consequências de DST ou de gestações indesejadas.  A idéia de redução de danos não é neste caso, nada científica, é política.  Está na linha de pensamento de que se o povo nào for contrariado, não se revoltará.  Com isto autorizam-se liberdades, loucuras e degradações.  Tudo junto, no mesmo pacote.  Mas fica agradável repetir que houve um aumento da liberdade, uma redução dos danos.

        As pessoas não percebem de maneira clara que sua opinião foi formada pelos formadores de opinião e não por elas mesmas.

        Vale a pena lembrar a crítica de Freud a Jung: Jung nào compreendeu que a repressão faz a civilização (e a civilização faz a repressão).       

 

EDUCAÇÃO SEXUAL EM NOSSO TEMPO

        

No início de seu governo, o presidente Bush lançou uma campanha de educação sexual em que a instrução básica era a abstinência. Esta campanha, que usou várias estratégias e vários meios de comunicação, tinha como elemento constante e repetido, a instrução para se evitar a relação sexual antes e fora do casamento. A campanha americana repercutiu em todo o mundo, não houve quem não soubesse desta campanha. Na mesma época em que os americanos se esforçavam para evitar as relações sexuais, os brasileiros distribuiam preservativos para as relações sexuais, além de seringas para os dependentes de drogas injetáveis.

        O Brasil adotou uma filosofia para enfrentar os problemas trazidos pelas doenças sexualmente transmissíveis DST, e através de várias campanhas em todas as mídias convenceu a população de que suas estratégias estão corretas. Por exemplo, no carnaval já se tornou normal a distribuição de preservativos, tão normal que já é um dos ingredientes do carnaval. Mas, uma pessoa pensante e sensata certamente tem dúvidas se isto é prevenção ou estímulo.

        Quando uma pessoa pensava em carnaval, pensava em samba, música, alegria, festa, fantasia, mas atualmente passa a pensar também em sexo livre, promíscuo e em preservativos. As mesmas pessoas sensatas devem ter dúvidas se a distribuição de seringas protege ou estimula o dependente de drogas injetáveis. Porém estas campanhas já estão tão repetidas que adquiriram a aparência, talvez falsa, de necessárias e eficientes. Os americanos também não se saíram tão bem. Sua estratégia de educar para a abstinência foi vencida pela influência paralela da educação estimulante de fazer sexo. O que você, meu leitor acha melhor? Orientar para a abstinência ou orientar para a prática? Como em todos os dilemas há uma tendência a buscar uma solução intermediária, que agrade as duas linhas de pensamento, mas é necessário ter a coragem de fazer uma só escolha. Uma sociedade tem que tomar uma decisão. Eu afirmo que não se pode administrar questões como estas como se todo o Brasil se resumisse às praias de Copacabana no Rio de Janeiro ou Guarujá em São Paulo. Vivemos em um país cosmopolita, mas não podemos jogar fora a educação de nosso povo sob a alegação de respeito àquelas pessoas que são absolutamente liberadas e que não medem consequências na realização de seus prazeres. Promiscuidade ou dependência química são doenças e devem ser tratadas. A educação sexual que ensina o uso de preservativos estimula precocemente todas as crianças e adultos e induz à promiscuidade. Quem tem coragem de concordar com isto? Precisa ter coragem, pois embora a afirmação esteja correta, está também na contra-mão do pensamento que circula nas mídias atuais. É normal encontrar hoje a “camisinha” no bolso e bolsa de jovens a partir de 13 anos. Infelizmente também é normal o baixo rendimento escolar.

        A educação que ensina a obter seus prazeres com menos riscos e gasta fortunas em campanhas assim, tem sido eficiente na antecipação da vida sexual de nossas crianças. Tem sido mais eficiente do que campanhas raras para o aumento do desempenho escolar. É uma pena, mas é verdade que a estimulação para o sexo seja maior do que a estimulação para os estudos.

 

EDUCAÇÃO SEXUAL EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS

       orientação sexual na família ou na escola? As campanhas brasileiras de educação sexual com o objetivo de evitar as DST, não ficam apenas nas mídias eletrônicas e jornais. Há um tempo atras as escolas discutiam se deveriam dar educação sexual às crianças. Hoje não se discute. Através de campanhas as escolas dão esta educação sexual. Sob a intenção de prevenir, de evitar, de diminuir as ocorrências de DST, estas campanhas são verdadeiros estímulos para a iniciação sexual precoce.          São estímulos para a sexualidade. Caro presidente Bush, se por aí seu trabalho não deu certo, não se entristeça, por aqui ele nem começou. Meu caro leitor, em um próximo artigo eu vou a relatar uma das estratégias de “orientação, prevenção” adotada no estado de São Paulo. Desde já eu quero muito saber sua opinião.

        De minha parte, especialista em sexualidade humana, mais de 5.000 casais tratados de disfunções sexuais e conflitos conjugais, estou chocado e continuarei chocado mesmo que sua opinião me mostre que também você concorda com a estratégia atualmente adotada.

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